
Um desses dias fiquei meditando sobre este gesto repetido, essa leitura perseverante, verdadeira devoção. O que aquele homem lê são palavras sem grande valor. Palavras humanas, sobre feitos humanos bastante relativos. Gasta muito tempo lendo a especulação de jornais sobre que jogadores serão comprados por quais equipes. Verdadeira perda de tempo valioso. Mas, para aquele senhor, aquela leitura tem importância. Está disposto a gastar dinheiro diariamente e usar seu tempo diariamente, para ler aquilo e guardar aqueles conhecimentos.

Mas, apesar de tudo isso... quantas vezes passamos um dia inteiro, dois, três... uma semana sem ler a Palavra? De nada serve ficarmos com sentimento de culpa e meu objetivo não é apontar o dedo a ninguém. A verdade no entanto é que entre a leitura perseverante do senhor do meu comboio e a nossa não leitura da Bíblia há uma distância marcada simplesmente pela paixão. Ele é apaixonado pelo futebol, nós... nem tanto pelo Senhor. Será necessariamente difícil ouvirmos sua voz e entendermos sua direcção quando o buscarmos agoniados por algum problema.
A Bíblia é para todos os dias. Leitura que inicialmente deve ser feita por regra, por disciplina, por obrigação que sabemos ser útil. Se o fizermos Ela logo toma conta de nós, enche nosso coração e quando virmos já estamos dependentes. Bendita dependência essa. Que fiquemos todos dependentes e depressa. Para meditar: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correcção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" II Timóteo 3:16.
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